sexta-feira, agosto 03, 2007

cadela dos sentidos

sim
quero a tua viagem
quase
sem nuvens de palavras
brancas trespassadas perto
por aqui
no chão do silêncio
o fim da distância de um corredor
metemos no bolso o segredo
e vamos
numa qualquer margem marítima
a cadela dos sentidos a puta não se cala

é assim que passo o dia
quando as folhas estão escritas
as letras bolas de algodão
umas almofadas de alegria
quando o teu peito entra no meu braço
quando o teu prato abre o meu laço de sangue
branco

2 comentários:

BSH disse...

Bom poema

Lualves disse...

Registro minha apreciaçao, minha apssagem. Convido-o a visitar o meu canto:

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