tinha a saudade
como um gume lento das rosas
entre o que me separa do teu corpo
apenas o vento em olhar húmido
a pode acalmar numa cama de lama
em velocidades invernosas
sem resposta ao vento simples
do risco limpo
a saudade
deixa o caminho
com pedras soltas
e desconhecidas
alegrias
sexta-feira, dezembro 02, 2005
sexta-feira, novembro 18, 2005
linhas finas
vejo em círculos o mundo perfurme
em árvores flores delicadas os
braços rosa que podiam tocar
em linho
um mundo de nuvem
o meu mar desalinha por aqui
nas estrelas tempestade da noite
passas por uma viagem
numa montanha quando me falas
em frutas uvas de fragrância
um fumo de sinos
esses cabelos
em árvores flores delicadas os
braços rosa que podiam tocar
em linho
um mundo de nuvem
o meu mar desalinha por aqui
nas estrelas tempestade da noite
passas por uma viagem
numa montanha quando me falas
em frutas uvas de fragrância
um fumo de sinos
esses cabelos
segunda-feira, dezembro 06, 2004
as árvores de Sofia (dois)
(homenagem a Sofia de Mello Breyner Andersen)
não compreendo a lágrima
que se transporta numa barca
em ruas pela Graça Lisboa
Sofia tem ainda
livros por escrever com
os dedos algodão das nuvens
chorar é um sentido
presente em quem não fez
aduelas da vida um caminho
o pranto que não ultrapassamos
em latitudes translúcidas
ainda não toquei no perfume
que me inibe a tranquilidade
Sofia é como os livros
e os livros são como Sofia
fazem parte de um armário
onde apreciamos florir
em sonhos imortais
não há lágrimas de acuçar
que alimentem os nenúfares
esfomeados da leitura
uma sede transparente
penetra entre
os versos
descoberta
a poetiza não desapareceu
faz parte do principal
cristal arde
uma fotografia
um jornal
confirma a perpertuidade
das árvores que nascem nas páginas
alguns livros sonhos lidos
não compreendo a lágrima
que se transporta numa barca
em ruas pela Graça Lisboa
Sofia tem ainda
livros por escrever com
os dedos algodão das nuvens
chorar é um sentido
presente em quem não fez
aduelas da vida um caminho
o pranto que não ultrapassamos
em latitudes translúcidas
ainda não toquei no perfume
que me inibe a tranquilidade
Sofia é como os livros
e os livros são como Sofia
fazem parte de um armário
onde apreciamos florir
em sonhos imortais
não há lágrimas de acuçar
que alimentem os nenúfares
esfomeados da leitura
uma sede transparente
penetra entre
os versos
descoberta
a poetiza não desapareceu
faz parte do principal
cristal arde
uma fotografia
um jornal
confirma a perpertuidade
das árvores que nascem nas páginas
alguns livros sonhos lidos
sábado, novembro 20, 2004
templo das estações
uma música desce sobre a pele fronteiriça
também há desertos de luz incidente
tranquilos rios de sonhos agrestes
consumidos no ruído
do coração ácido
temperamento
das tempestades
dormentes no corpo
embalado pela melodia
apesar das descobertas do sol
qualquer dia desisto
dessa líquida melancia desconhecida
numa dessas viagens interinas
abruptas e salinas
e essa fruta dos ventos
num nevoeiro de fogo atravessa
os lugares que a música
viu nascer ao perto
no amplo crustáceo
templo das estações
também há desertos de luz incidente
tranquilos rios de sonhos agrestes
consumidos no ruído
do coração ácido
temperamento
das tempestades
dormentes no corpo
embalado pela melodia
apesar das descobertas do sol
qualquer dia desisto
dessa líquida melancia desconhecida
numa dessas viagens interinas
abruptas e salinas
e essa fruta dos ventos
num nevoeiro de fogo atravessa
os lugares que a música
viu nascer ao perto
no amplo crustáceo
templo das estações
quarta-feira, agosto 25, 2004
amorgência
simples sentado
sinto que sim
e sonho com isso
acordado e deitado
sem dormir um segundo
nascido numa margem
de morangos cintilantes
quando o sumo da fome
transmite um corpo
de emergência
nas mulheres labirínticas
dos supermercados
elas desenham figuras
num espaço invisível ao suor
escrevem um tratado
de emergência amor
amorgência
amor
emergência
agora
sinto que sim
e sonho com isso
acordado e deitado
sem dormir um segundo
nascido numa margem
de morangos cintilantes
quando o sumo da fome
transmite um corpo
de emergência
nas mulheres labirínticas
dos supermercados
elas desenham figuras
num espaço invisível ao suor
escrevem um tratado
de emergência amor
amorgência
amor
emergência
agora
domingo, agosto 01, 2004
o clima dos teus cabelos
vem ai uma tempestade
na relva do mar
no teu corpo de água
havia um reflexo inquieto
imperdoável
vou em frente em
direção à nuvem branca
numa harpa de temperatura
que se aproxima da noite
um caldo intranquilo
no sonho do fogo
uma piscina de memórias
permite um prisma
de devassidão
no clima
nos teus cabelos
recusas o suor
límpido da busca
labiríntica nos lábios
e a
paisagem transpira
nas montanhas interrogativas
do amor descoberta de cristal
somos todos
um aço ferido
deste animal temperado
e vulcânico
na relva do mar
no teu corpo de água
havia um reflexo inquieto
imperdoável
vou em frente em
direção à nuvem branca
numa harpa de temperatura
que se aproxima da noite
um caldo intranquilo
no sonho do fogo
uma piscina de memórias
permite um prisma
de devassidão
no clima
nos teus cabelos
recusas o suor
límpido da busca
labiríntica nos lábios
e a
paisagem transpira
nas montanhas interrogativas
do amor descoberta de cristal
somos todos
um aço ferido
deste animal temperado
e vulcânico
segunda-feira, julho 19, 2004
cor da miragem
a tua
miragem
ela vem entre a
madrugada e a perfurada
alga transparente do coração
vem a passo certo perto
do vento árido do aço
entre a clássica praia
onde a vagina é
temperada com
o vapor da
viagem
uma praia de
pele e espuma
deixo os dedos
em feixe suado
um peixe veludar
numa vibração da
temperatura tranquila
reconheço a silhueta
a minha sombra de punhal
perpendicular ao
desejo delimitado
uma nuvem
de napa vermelho
relembra o
cansaço paralelo
ao amor
miragem
ela vem entre a
madrugada e a perfurada
alga transparente do coração
vem a passo certo perto
do vento árido do aço
entre a clássica praia
onde a vagina é
temperada com
o vapor da
viagem
uma praia de
pele e espuma
deixo os dedos
em feixe suado
um peixe veludar
numa vibração da
temperatura tranquila
reconheço a silhueta
a minha sombra de punhal
perpendicular ao
desejo delimitado
uma nuvem
de napa vermelho
relembra o
cansaço paralelo
ao amor
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